Ozempic e embalagens: existe alguma relação?
- Senda Comunicação
- há 19 horas
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Nos Estados Unidos hoje, segundo pesquisa, (incríveis) mais de 11% da população faz uso de medicamentos GLP-1, mais conhecidos como Mounjaro, Ozempic, etc., seja por problemas de saúde ou por estética, mas isso está trazendo mudanças não menores para vários segmentos.
Hoje na europa, esse número está perto dos 2%, mas no nosso Brasil, chegou à marca de assustadores 5% da população adulta. (isso é até onde as pesquisas chegam). Esses números sempre são mascarados pelo mercado paralelo, que inunda o mercado, facilitando acesso mesmo sem prescrição e sem entrar para os dados. Aposto que você conhece pelo menos UMA pessoa que esteja fazendo uso.
O que muita gente não está enxergando nesse movimento cultural é que a consequência não é apenas na saúde da população, mas também para o universo das fábricas de alimentos e das embalagens.
As porções de alimentos estão ficando cada vez menores, isso não é passageiro, é estrutural. Essa “nova” realidade é puxada pela busca de uma alimentação com menos excesso, esse movimento já está presente há duas gerações.
Hoje talvez invisível, mas também inevitável. O impacto nas vendas gerado pela diminuição de consumo vai ser real e muito significante. Os GLP-1, falando de maneira simplificada, fazem com que o usuário sinta “saciedade constante”, por tanto, o sentimento mais buscado pelas marcas nas gôndolas, nos anúncios, e nos app que é o IMPULSO, ele se vê ofuscado pelo efeito dos medicamentos. Categorias como os Snacks, os “petiscos” podem sofrer um impacto ainda maior.
A indústria de embalagens também precisa entender que vai ser necessário uma adequação em grande escala, não somente pensar em novos formatos, mas também barreiras para maior durabilidade (shelf-life), comunicação visual voltada para “porções”, destaques cada vez maiores para os claims e atributos dos produtos que tragam benefícios para quem está passando por esse tratamento. Repensar na estratégia até de disposição e tamanho de gôndolas nos mercados, adaptando a tamanhos menores, com setores exclusivos para que a oferta, encontre a demanda dos usuários de GLP-1.
Na prática, é possível que não vejamos grandes mudanças nos próximos meses. Primeiro, porque ainda existe uma parcela da população que não aderiu a essa tendência. Segundo, porque os mercados muitas vezes respondem mais às necessidades concretas do consumidor do que às projeções de futuro. Antes de tomar qualquer decisão, eles precisam entender o comportamento e as demandas desse consumidor e é a partir daí que as mudanças começam a acontecer.
Sua embalagem já está pronta para a porção de 2027, ou ainda pensa em porção de 2015?

Ozempic e embalagens: existe alguma relação?

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